Panorama Político | 1 de Abril 2022

Janela partidária e saída de ministros

1 de Abril de 2022

Foto: Sérgio Lima/Poder360

MOVIMENTAÇÕES INTENSAS MARCAM O FIM DA JANELA PARTIDÁRIA

A última semana de março esteve marcada pelas trocas de partidos por deputadas e deputados federais, estaduais e distritais. A janela partidária é a chance de mudança de partido em ano eleitoral sem o risco de perder o mandato por infidelidade partidária. O conturbado cenário político, diante de escândalos de corrupção, inflação e desemprego, tem influenciado as opções partidárias de criação de alianças estaduais e, principalmente, sobre as alianças em torno das candidaturas à presidência da República.

A dança das cadeiras entre partidos não foi substancialmente sentida no Senado que, dos seus 81 senadores e senadoras, apenas quatro oficializaram mudança de partido visando candidaturas a governos estaduais. A eleição para o Senado será somente de ⅓ de seus membros, ou seja, dos três representantes em cada estado, somente um será eleito neste ano eleitoral. A troca foi mais intensa na Câmara dos Deputados, onde todos deverão passar pela prova da reeleição ou mudança de cargos políticos em 2022. O atual partido de Jair Bolsonaro, o PL, foi o maior beneficiado, chegando a ter 69 deputadas e deputados, após mais de 20 novas adesões. O grande partido formado pela adesão do PSL e DEM, União Brasil, não logrou bons resultados, já que no seu início contava com 81 deputadas e deputados e hoje conta com 52, movimento esperado a partir da migração de parlamentares ligados ao presidente Bolsonaro.

As mudanças de partido também sinalizam para quem será a aposta e apoio para a candidatura à presidência. Os arranjos e federações indicam apoios aos maiores cotados, Lula e Jair Bolsonaro. Entretanto, tem crescido o apoio ao projeto para uma candidatura forte e alternativa, a chamada 3ª via. Nesse cenário, vimos Sérgio Moro trocar o Podemos pelo União Brasil e retirar sua candidatura à presidência para uma candidatura a deputado federal, provavelmente por São Paulo. João Dória ensaiou sua retirada como candidato à presidência pelas rixas internas no PSDB entre seu nome e o de Eduardo Leite para a presidência. Mas, diante do risco de perder seu candidato, o presidente do PSDB veio à público por meio de uma carta, desautorizando Dória a desistir de sua candidatura. Além de Lula (PT), Jair Bolsonaro (PL), estão como pré-candidatos à presidência: Ciro Gomes (PDT), João Dória (PSDB), Simone Tebet (MDB), André Janones (Avante), Felipe D’Avila (Novo) e Vera Lúcia (PSTU). A terceira via arquitetada por União Brasil, MDB e PSDB busca um nome entre os seus, onde se destacam até o momento, Dória e Tebet.

MINISTROS DEIXAM CARGOS EM PREPARAÇÃO ÀS ELEIÇÕES

Nesta quinta-feira (31/3), iniciou-se o processo de desincompatibilização dos ministros de estado do Governo Federal. O processo é necessário para impedir que o agente público, no uso do cargo, função ou emprego público, utilize a administração pública em benefício próprio. Sendo assim, busca-se evitar que haja abuso de poder econômico ou político nas eleições por meio do uso da estrutura e recursos aos quais o servidor tem acesso.

Com o fim do prazo elencado para desincompatibilização pela Lei Complementar n° 64/1990, no próximo dia 2 de abril, os ministros de estado do governo Bolsonaro deixaram a titularidade das pastas para poderem ser candidatos nas próximas eleições, que ocorrerão em outubro deste ano.

Inicialmente, saiu o primeiro grupo de ministros com os nomes publicados no Diário Oficial da União (DOU) e, no final da tarde, em edição extra do DOU, saiu outro ministro de estado.

No primeiro grupo, estavam os nomes de Damares Alves (Direitos Humanos), Tereza Cristina (Agricultura), Flávia Arruda (Segov), Alexandre Ragamen (Abin), Gilson Machado (Turismo), João Roma (Cidadania), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), Onyx Lorenzoni (Trabalho), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Mario Frias (Cultura) e Jorge Seif (Pesca). Por fim, na edição extra, foi publicada a exoneração de Braga Netto (Defesa), cotado para integrar a chapa de Bolsonaro como vice-presidente.

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