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Panorama Político | 21 de Novembro de 2025

21 de Novembro de 2025

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

CENÁRIO POLÍTICO BRASILEIRO COMPLEXO

A semana foi marcada por agendas densas que se desdobraram simultaneamente na arena internacional, no Legislativo e no Judiciário, evidenciando a complexidade do momento político brasileiro. Em Belém, a COP30 entrou na reta final com avanços relevantes em financiamento climático, redução de emissões e fortalecimento da participação social, reforçando o esforço do país em consolidar protagonismo na transição energética global. Em Brasília, o envio do PL Antifacção ao Senado expôs tensões entre União, estados e órgãos de segurança, ao mesmo tempo em que sinalizou a disposição da Câmara em produzir respostas legislativas ao avanço das organizações criminosas. No campo judicial, a condenação dos integrantes do núcleo dos “Kids Pretos” ampliou o debate sobre radicalização digital, responsabilização de grupos organizados e a necessidade de ajustes regulatórios no ambiente virtual.

COP 30

A COP30 concentrou a atenção internacional no Brasil ao combinar avanços diplomáticos com a administração de um incidente estrutural que exigiu resposta imediata das autoridades. As negociações avançaram em eixos centrais como financiamento climático, descarbonização e instrumentos para proteção dos biomas amazônicos, enquanto o incêndio em um dos pavilhões provocou evacuação parcial e atendimento a 21 participantes, sem comprometer a continuidade das atividades. Na reta final das tratativas, o presidente Lula retornou a Belém para reforçar o posicionamento brasileiro e participar das articulações decisivas.

O ambiente político da conferência foi marcado por pressões de delegações estrangeiras por maior clareza nos mecanismos de financiamento e nos compromissos de transição energética, enquanto governadores da Amazônia reivindicaram contrapartidas estruturadas para políticas de mitigação e adaptação. Ao defender metas mais ambiciosas de redução de emissões e enfatizar a participação social, o governo buscou consolidar o protagonismo regional do país. Em declaração pública, Lula afirmou que “é preciso que a gente diminua as emissões de gases de efeito estufa”, destacando a importância do Mapa do Caminho como ferramenta de responsabilização progressiva e cooperativa entre países.

Os encaminhamentos da COP30 projetam efeitos relevantes para a formulação de políticas ambientais nos próximos anos, com expectativa de ampliação dos investimentos em bioeconomia, infraestrutura sustentável e inovação energética. A presença de organismos multilaterais e do setor privado reforçou o potencial de captação de recursos para preservação da Amazônia e para a implementação de projetos de desenvolvimento regional.

PL ANTIFACÇÃO

O avanço do PL Antifacção marcou a agenda legislativa da semana, com a aprovação do texto final na Câmara dos Deputados e o envio imediato da matéria ao Senado. Construído como marco nacional de enfrentamento às organizações criminosas, o projeto consolida definições de estruturas de facções, amplia instrumentos de cooperação investigativa e endurece o regime penal aplicável. A votação ocorreu após dias de negociação e de revisão de dispositivos sensíveis, em um ambiente de forte pressão política para uma resposta coordenada ao crescimento das facções no país.

As discussões internas refletiram divergências entre governo federal, governadores e parlamentares de diferentes campos. O relator, Guilherme Derrite (PP/SP), buscou reduzir conflitos de competência entre União e estados, incorporando ajustes que garantissem segurança jurídica às operações integradas, enquanto setores do Executivo demonstraram preocupação com impactos sobre a Polícia Federal e a Receita Federal, conforme críticas públicas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Governadores também pediram mais tempo para avaliação técnica, temendo mudanças que pudessem afetar rotinas operacionais estaduais. No entanto, a base governista rejeitou as alterações sugeridas pelo relator, viabilizando a aprovação do texto. Em declaração, Derrite afirmou que “o governo em nenhum momento quis debater o texto tecnicamente”, reforçando o clima de tensão política que acompanhou a deliberação.

Com o envio ao Senado, a expectativa é de uma nova rodada de debates centrada na delimitação de competências, no equilíbrio entre autonomia federativa e coordenação nacional e na robustez dos instrumentos de investigação previstos. Senadores já indicaram intenção de reavaliar dispositivos considerados amplos, especialmente aqueles com potencial de judicialização futura. A tendência é que a Casa Alta busque ajustes que preservem a efetividade do enfrentamento às facções sem comprometer a cooperação entre órgãos federais e estruturas estaduais, em um ambiente que exigirá articulação política cuidadosa para evitar atrasos na tramitação.

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