Panorama Político | 8 de Abril 2022

Candidaturas à presidência e movimentação na Petrobras

8 de Abril de 2022

Foto: Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo

CHAPA LULA E ALCKMIN É OFICIALIZADA EM MEIO ÀS NEGOCIAÇÕES PARA CANDIDATURAS À PRESIDÊNCIA

As ações dos aspirantes ao cargo de presidência da República têm agitado o cenário político eleitoral. As oscilações das prováveis candidaturas e dos acordos entre partidos pela 3ª via trouxeram incertezas sobre quem serão as candidata ou candidatos que tentarão superar Lula e Bolsonaro.

Após uma grande e milionária campanha intrapartidária, o PSDB lançou João Dória como candidato. Entretanto, o segundo colocado, Eduardo Leite, animou muitos dos filiados do PSDB. A racha provocada pelos dois aspirantes à presidência da República dividiu o partido entre os apoiadores de Dória versus os apoiadores de Leite. Após uma manifestação pública de Dória indicando a falta de apoio dentro do próprio partido, insinuando sua retirada da campanha, o presidente do PSDB, Bruno Araújo, veio a público em uma carta, desautorizando Dória a se retirar. A manobra política que deu ainda mais drama à novela entre Dória e Leite também serviu de alerta para a cúpula do PSDB acerca do conflito surgido entre as duas figuras, das mais importantes para o partido, mas que não podem coexistir num mesmo período eleitoral. Embora esteja apoiando publicamente João Dória, a cúpula do PSDB não busca Eduardo Leite para convencê-lo a não sustentar sua candidatura e buscar alianças que o apoiem. Mais do que a carta de Bruno Araújo, são os fatos e alianças que sinalizarão quem sairá como presidenciável.

Por outro lado, está cada vez mais certo que as candidaturas à presidência pela 3ª via serão definidas pela aliança formada entre União Brasil, MDB, PSDB e Cidadania. Com isso, outros nomes surgem para a disputa, como de Simone Tebet e Luciano Bivar. A decisão sobre quem sairá para candidatura à presidência e vice-presidência já tem data – 18 de maio. Embora Simone Tebet (MDB) esteja buscando a candidatura para a presidência, para as cúpulas dos partidos, ela tem sido considerada para a vice-presidência. A insustentável união de Dória e Leite, já que nenhum dos dois aceita menos que a presidência da República, fez com que cada um, à sua maneira, se lançasse como candidato e se colocasse em busca de uma pessoa para ser a vice ou o vice-presidente.

Como certas, estão as candidaturas de Lula, Bolsonaro e Ciro Gomes. Entretanto, a nova dinâmica de federações e o encadeamento entre candidaturas à presidência têm dificultado o acerto sobre as vice-presidências. Lula e Alckmin, que há meses sinalizam uma união para a presidência, enfim oficializaram sua campanha com Alckmin como vice-presidente de Lula. A perda de espaço no PSDB, atrelada ao conflito armado entre Dória e Leite, fortaleceu a união com Alckmin, que, além de aceitar a vice-presidência junto ao PT, migrou para o PSB. No ritual de oficialização de sua candidatura como vice, Alckmin e Lula estão como ‘companheiro Lula’ e ‘companheiro Alckmin’. Na ocasião, Alckmin afirmou que “os desafios do presente são maiores que as disputas do passado.”

Quanto à vice-presidência para a chapa de Bolsonaro, ele sinaliza o nome de outro militar, o general aposentado pelo Exército, Braga Netto. De general da reserva, ganhou destaque na gestão de Bolsonaro, onde atuou como ministro da Defesa e como assessor especial do gabinete pessoal do presidente. Conquistou a confiança do atual presidente da República e, embora o centrão busque outros nomes para compor a chapa de Bolsonaro, é improvável que não seja um militar.

JOSÉ COELHO É COTADO PARA A PRESIDÊNCIA DA PETROBRAS

Após a tentativa do Presidente Jair Bolsonaro de indicar Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, para a presidência do Conselho da Petrobras e Adriano Pires, economista, para a presidência da Petrobras, que declinou do convite por atuar como consultor para empresas do setor de energia, sendo muitas delas concorrentes e com litígios contra a Petrobras, outros nomes foram apresentados para os cargos. Os dois nomes cotados por Bolsonaro agradaram o mercado, mas desagradaram o setor de energia, já que ambos são próximos a Carlos Seabra Suarez, influente na política baiana e que se destacou por ser empresário de uma das maiores empreiteiras do país, a OAS Empreendimentos, com grandes investimentos no setor do gás.

Além da possibilidade da continuidade de Silva e Luna, embora sua relação com Bolsonaro já tenha se desgastado, o Centrão tenta emplacar o Conselheiro Márcio Weber ou a Diretora-presidente Cynthia Silveira, enquanto os militares defendem a indicação do general Floriano Peixoto ou a permanência de Silva e Luna. Ainda existe a opção trazida por Paulo Guedes, que defende a indicação de um dos secretários do Ministério da Economia, Caio Mario Paes de Andrade. O nome de Caio também recebeu o apoio do próprio Silva e Luna e de outros dois diretores da Petrobrás, Rafael Chaves e Fernando Borges. O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, anunciou que apoiaria qualquer nome indicado pelo Ministro de Minas e Energia.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL), que tem sido crítico sobre a gestão de preços da Petrobrás e que já indicou ser favorável à sua privatização e de alterações na Lei das Estatais (Lei nº 13.303/2016), manifestou que não sugeriria nenhum nome e que espera da Petrobras “uma gestão que pare de maltratar o povo brasileiro com aumentos sucessivos.”

A pressão sobre a política de preços e a política de compliance da Petrobrás aumenta ainda mais as apostas sobre quem será efetivado e, principalmente, aumentam as desconfianças do controle do governo sobre a estatal. A expectativa é de que a indicação de Bolsonaro seja apresentada na próxima reunião da Assembleia Geral Ordinária da Petrobrás, no dia 13 de abril. Por fim, ao que tudo indica, o futuro presidente da Petrobras deve ser José Mauro Ferreira Coelho. Além desta indicação, Bolsonaro sinalizou que Marcio Andrade Weber será o indicado para presidir o Conselho de Administração Geral da estatal.

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