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Panorama Político | 30 de dezembro de 2022

O fim do ano e a definição dos 37 ministérios de Lula e da base do novo Congresso Nacional

30 de Dezembro de 2022

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O FIM DO ANO E A DEFINIÇÃO DOS 37 MINISTÉRIOS DE LULA E DA BASE DO NOVO CONGRESSO NACIONAL

A oferta de ministérios envolve articulações em torno de velhos e novos aliados, além da composição da base de apoio do futuro governo na Câmara e no Senado. As longas negociações sobre os cargos ministeriais envolveram os interesses da base aliada em contraponto à grande base de oposição ao novo governo Lula no Congresso Nacional.

A demora na definição de todos os ministérios decorre, em parte, pelos anseios dos apoiadores da base e de partidos que ofereceram apoio para a próxima legislatura. Embora houvesse muitos nomes a indicar, houve grande resistência da base do PT a nomes de alguns partidos. Ademais, os agentes econômicos exerceram grande influência sobre a pauta da economia, da indústria e da agricultura.

O PSDB, que fez oposição ao PT durante as eleições, deve ser aliado ao novo governo no Congresso. O partido saiu mais fraco das eleições e, pela primeira vez desde a redemocratização, não disputou a eleição presidencial. A aproximação também é possível graças ao bom relacionamento de lideranças do PSDB com Geraldo Alckmin (PSB), que foi um dos fundadores do partido e integrou a sigla por 33 anos.

O PT foi, naturalmente, o maior beneficiado nas definições dos ministérios. Ao todo, ficou com 9 ministérios – Fazenda, Casa Civil, Relações Institucionais, Secretaria-Geral, Educação, Desenvolvimento Social, Mulheres, Trabalho e Desenvolvimento Agrário. O PSB, partido de Geraldo Alckmin, foi beneficiado com três ministérios, sendo, um deles, o da Indústria e Comércio, a ser ocupado pelo próprio vice-presidente. Além deste, couberam ao PSB os ministérios da Justiça e de Portos e Aeroportos.

Outra sigla que buscava postos nos ministérios era o MDB de Simone Tebet. A ex-candidata à Presidência exerceu um papel importante durante o segundo turno das eleições presidenciais em favor de Lula. Ao longo da semana, a definição de qual pasta seria a da senadora em fim de mandato foi debatida em torno do tamanho e da influência de cada ministério. Por fim, Simone Tebet comandará o Ministério do Planejamento e Orçamento, considerado uma pasta de primeiro escalão e que deve trabalhar próxima ao Ministério da Fazenda, comandado por Haddad.

PSB, MDB e PSD ficaram, cada qual, com três ministérios. Já o União Brasil deve ficar com duas pastas, da Comunicação e do Turismo. Entretanto, há expectativa de que Waldez Góes, indicado para assumir o Ministério da Integração, mude do PDT para o União Brasil.

Diversos partidos da base aliada não foram contemplados com ministérios – PV, Avante, PROS e Agir. Solidariedade, embora tenha apoiado a campanha à presidência de Lula, deve se posicionar de forma independente, assim como União Brasil e MDB.

União Brasil, PSD e MDB, embora tenham sido beneficiados por ministérios, não devem compor a base de Lula no Congresso. Observa-se que, em cada uma destas siglas, há apoiadores e opositores a Lula, o que indica um cenário volátil de votações a depender de pautas e interesses. O MDB contará com 42 deputados e 11 senadores; o PSD, com 42 na Câmara e 12 representantes no Senado; e o União Brasil terá 59 deputados e 9 senadores.

A base do PT conta com PSB, PCdoB, Rede e PSOL. Somada a base de apoio aos votos de independentes do União, do PSD e do MDB, Lula pode alcançar cerca de 282 deputados e 46 senadores. A definição ministerial foi fundamental para a ampliação da base governista de Lula no Congresso, mas as negociações com o Centrão e a oposição serão fundamentais para a defesa de pautas caras a Lula.

Além dos ajustes sobre a composição dos ministérios e as tentativas de ampliação da base aliada para o terceiro mandato de Lula na Presidência, outro fator de destaque é a presença de mulheres no alto escalão da Administração Pública. Dos 37 ministérios, 11 serão comandados por mulheres. Outras 10 mulheres devem compor outros postos de gestão nos ministérios. A presidência da Caixa Econômica, do Banco do Brasil e da Procuradoria-Geral da Fazenda serão comandadas por mulheres. Até então, o governo de Dilma Rousseff era o recordista, com a nomeação de 8 mulheres como ministras.

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